24 de fevereiro de 2018

De volta da primeira viagem...


Tínhamos decidido que ficávamos um mês e foi uma excelente decisão pois as viagens foram bastante maçadoras para o Príncipe... mas acreditam que ele se portou lindamente em ambas as viagens de avião? Ao levantar dei de mamar, dormiu a viagem toda e ao aterrar ficava com a chupeta. Nada de dores de ouvidinhos por isso portou-se muito bem!

Quanto à nossa estadia... aproveitámos para passear sob o maravilhoso sol português e respirar os ares transmontanos. Estava com algum receio com o frio de Trás-os-Montes mas afinal até nem esteve assim tão frio, LoL. O Príncipe passou o seu primeiro Carnaval, vestido de Tartaruga Ninja e conheceu muita família e amigos, o que foi óptimo!
Quanto a mim, fui mais uma vez doar o meu cabelo ao IPO. Não cortei o cabelo durante um ano com esperanças que crescesse o suficiente para doar (o mínimo são 15cm) mas no final foi mais que suficiente, LoL. Agora espero que isto se torne uma tradição anual de crescer o cabelo e depois de o doar... não custa nada! 

O que eu não gostei foi ter a experiência de o quão difícil é de circular na cidade com um carrinho de bebé, aliás circular com um bebé em geral pois além de os passeios simplesmente não estarem preparados para um carrinho, as lojas, cafés, restaurantes, etc não tinham fraldário. O que eu já estava um bocado à espera mas não tão mau! Nem o shopping tinha fraldário e os lugares para famílias eram uma vergonha pois eram do mesmo tamanho dos normais, então para abrir a porta do carro para tirar a cadeira auto, foi uma verdadeira ginástica.

Fiquei tão triste... parece que o meu país está um bocado parado no tempo, ou se calhar só a Bila? O que dizem os meus súbditos por este Portugal fora? Têm passeios onde passa um carrinho de bebé à vontade? Rampinhas nas passadeiras e para entrar nos edifícios? Fraldários disponíveis em lojas, restaurantes e shoppings?

P.S. - fiquei ainda mais triste porque pensei se eu com um carrinho de bebé tinha dificuldades em circular pela cidade, ainda mais dificuldades teria uma pessoa de cadeiras de rodas!

17 de fevereiro de 2018

P & R



Já há imenso tempo que não fazia um "Perguntas & Respostas" aqui no Reino (aliás estive a dar uma vista de olhos e acho que a última vez foi em 2012)... Portanto estejam à vontade para fazerem muitas perguntinhas aqui à vossa Soberana!

7 de fevereiro de 2018

Um maço valioso


Não me recorda se alguma vez mencionei isto aqui no Reino mas o meu Pai nasceu e foi criado em Moçambique. Vindo para Portugal apenas devido ao 25 de Abril... aliás aqui em casa brinca-se que se não fosse o 25 de Abril, os meus pais não se conheciam e nós muito provavelmente não existíamos.
Então, é normal o meu Pai contar imensas histórias de Moçambique: coisas que costumava fazer, brincadeiras que inventava, os amigos da vida airada, a sua antiga casa com uma bananeira no quintal, o cão que atropelava pessoas... entre muitas outras aventuras.

Contudo, a que vou contar hoje foi num momento da vida dele em que nem consigo imaginar o que sentiam. Não sei se têm esta noção mas quando o 25 de Abril aconteceu, nas colónias os portugueses sofreram bastante perseguição, muitos abusados, vendo os seus bens retidos ou roubados e muito mais. Ou seja, além de serem expulsos dos seus lares, muitos foram para Portugal com a roupa do corpo ou pouco mais.

Esta história conta como é que o meu Pai conseguiu levar um pouco dos bens da minha família para Portugal. Como expliquei, devido à perseguição que foram sujeitos, o meu Pai e os meus avós tiveram que sair de Moçambique o quanto antes. Graças a outros familiares, os meus avós conseguiram trazer para Portugal algumas coisas da casa (móveis, fotografias, etc) num barco e o meu pai ia ter com eles de avião uns dias depois. Nos dias em que esteve sozinho, viu o início da destruição. Lojas pilhadas, casas a arder, edifícios vandalizados... provavelmente devido a ter visto o "início do fim", é por isso que nunca mais quis voltar. Diz ele que prefere manter as memórias douradas da sua terra natal, linda e esplenderosa.

Numa tentativa de levar um pouco do dinheiro que tinham no banco (que o meu avô trabalhou arduamente para o ter), o meu pai foi a uma Ourivesaria e comprou uns fios de ouro. Peças de joalharia que se a pessoa estivesse a usar, eram das poucas coisas que quando passavam na segurança do aeroporto, não era confiscadas. Dinheiro na mala ou carteira? Confiscadíssimo. Até volumes de tabaco! E vocês perguntam: então mas o dinheiro era deles, porque é que confiscavam? Pois... infelizmente essa altura não foi muito justa para com as pessoas que viviam nas colónias e os "locais" consideravam que o dinheiro (ou quaisquer outros bens) dos portugueses, lhes pertenciam.

Portanto, com um par de fios de ouro, tinha o resto do dinheiro para tentar trazer... o que é que o meu pai fez? Pegou no maço de tabaco que tinha, tirou metade dos cigarros e colocou-os de lado. No espaço dos cigarros, com a paciência que só o meu pai sabe ter, enrolou as notas de tal maneira que ficavam do tamanho dos cigarros. Fez isso a várias notas e meteu no maço aquilo que conseguiu. Fez a mala, colocou roupa e outras coisas que possivelmente não seria confiscadas... e colocou o maço precioso onde? No bolso da camisa que estava a vestir!
Sim meus caros súbditos, o meu pai levou uma fortuna ao peito e à vista de todos! O maço estava visível e sendo um daqueles maços em que se abre só num lado, o que se via eram os cigarros que o meu pai manteve na parte da frente. Na segurança do aeroporto, onde as pessoas que estavam a confiscar os bens (com metralhadoras para impor respeito), revistaram o meu pai, deixaram passar os fios e, depois de inspeccionar a mala, o segurança aponta para o maço de tabaco. O meu pai depois de ter visto tantos volumes de tabaco a serem confiscados, diz isto:

"É tabaco para aguentar a viagem." - pega no maço, agita para sair um cigarro e aponta para o segurança. "Queres um?"

O segurança diz que não, que não fuma e deixa passar o meu pai! Parece impressionante mas a história não acaba aqui... Já no avião, uns senhores sentados ao lado do meu pai, começam a abrir as malas e a tirarem a pasta dos dentes. 
Ora bem, naquela altura a pasta dos dentes vinha numa embalagem de um certo metal e dava para abrir no fundo. Então, abrem o tubo da pasta dos dentes e começam a tirar pedacinhos de plástico de dentro, que o meu pai repara que continham notas dobradas lá dentro. O senhor que estava nestes preparos vira-se para o meu pai e diz que aquela maneira foi o que lhe ocorreu para tentar levar algum dinheiro com ele, enquanto que o volume de tabaco acabou confiscado.
Ao qual o meu pai, muito calmamente, tirando o maço de tabaco do bolso frontal da camisa, abre-o, tira o dinheiro enrolado e oferece uns cigarros ao senhor.

"Epá, como é que não me lembrei disso!!"

O meu pai diz sempre: "Vocês deviam ter visto, o senhor tinha as mãos cheias de pasta dos dentes e a cara dele disse tudo! Além de que nunca viajei num avião com um cheiro tão intenso a mentol, Lol."

31 de janeiro de 2018

A primeira viagem


Ora aqui vamos nós para a nossa primeira viagem a Portugal... estamos super ansiosos que o resto da família e os nossos amigos conheçam o nosso Príncipe!

24 de janeiro de 2018

Músicas de embalar



Aquele momento fantástico em que o Príncipe não se acalma com músicas de embalar mas sim com a música Misty Mountains Cold de um dos filmes do The Hobbit! Yup, é o nosso Príncipe, LoL.

E por aí? Há por aí mais algum bebé que goste de tudo menos de músicas de embalar? Ou há alguma música que vos acalme, no matter what?

20 de janeiro de 2018

Outlander, season 3


Oh meu Deus! Para quem segue a série Outlander sabe o quão esta temporada foi imprópria para cardíacos, LoL.
Além de momentos em que fiquei sem respiração, houve também o primeiro momento em que fiquei desiludida com o sr. Jamie Fraser. Eu sei, eu sei! Parece impossível mas é verdade...

E vocês? Também seguem esta série? Que acharam desta temporada?

17 de janeiro de 2018

As primeiras

Aqui, no UK, os bebés têm a sua primeira consulta com o médico às 6 semanas. Antes disso, como mencionei no post "Depois do grande dia..." é acompanhado pela midwife e pela health visitor. Portanto, às 6 semanas lá fui com o Príncipe à consulta que por sua vez é uma consulta conjunta: serve tanto para examinar o bebé como avaliar a mãe no pós-parto.
O Príncipe foi examinado pela médica e está tudo normal. É engraçado como ficamos ansiosas por saber o peso de alguém... neste caso do nosso bebé. Para uma mãe que está exclusivamente a amamentar é extremamente bom ver o peso do nosso bebé a aumentar, dando-nos força para continuar a dar a mama, que é o melhor para os nossos pequenos.

Aqui no UK não é preciso esperar pelas consultas para saber o peso e o desenvolvimento do bebé. A partir do momento em que deixamos de ter as visitas domiciliárias da midwife e depois da health visitor, tem também centros onde há aulas, grupos e clínicas onde podemos levar o bebé para ser avaliado... as vezes que quisermos. Se queremos todas as semanas, vamos todas as semanas e nem é preciso marcação. Vejo um grande apoio aqui no UK para haver uma continuação em amamentar mas isso é assunto para outro post.

A médica na consulta pergunta também então sobre a amamentação, sobre a nossa recuperação física e faz bastantes perguntas a nível da nossa saúde mental, pois como já mencionei antes, os baby blues têm que ser vigiados para que não se tornem numa depressão pós-parto.

Após essa consulta, às 8 semanas os bebés têm as primeiras vacinas. E meu Deus... eu como profissional de saúde sei perfeitamente como os bebés reagem, o que fazer, os sinais a vigiar, etc mas como já vos disse, o meu Eu-enfermeira e o meu Eu-mãe não se comunicam entre si. Nunca tinha visto o meu Príncipe a chorar daquela forma e mesmo depois durante o dia passou cheio de dores e com febre. Ainda não tinha visto o meu pequenino doente... e que dor no coração!

Sei perfeitamente o quão importantes são as vacinas e sei que é para o bem dele mas tenho a dizer que não gostei nada da experiência. Coitadinho, ainda por cima foram logo 4 de uma só vez!